Ninartes Decorativas e Bijutaria: Mala em tecido e cortiça: A frente da mala que fecha com fecho de correr Por baixo da pala, que é em cortiça, há um bolso embutido As laterais da mala s...
Gosto destas malas, um misto de tecido e cortiça. Parabéns. Mais uma vez sobressai um carinho e dedicação no que faz.
PARAISOVERDE
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Ninartes Decorativas e Bijutaria: Outra pulseira
Ninartes Decorativas e Bijutaria: Outra pulseira: Outra pulseira em branco
Gosto da pulseira. Deixa ver toda habilidade que as suas mãos teem e um enorme carinho que coloca nas coisas quando as confecciona. Parabéns.
Gosto da pulseira. Deixa ver toda habilidade que as suas mãos teem e um enorme carinho que coloca nas coisas quando as confecciona. Parabéns.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O Ilhéus das Cabras que enriquecem a maravilhosa paisagem da Baía Ana de Chaves em São Tomé e Príncipe minha Terra Amada.
MINHA
TERRA SÃO TOMÉ
Ai
minha mãe, São Tomé,de teu ventre
Generoso,
me deste, minha vida
E
eu, ingrato, p'ra longe parti.
Hoje
longe de ti, vivo assim, dentre
Saudades,
duma terra tão querida
E
a vontade de voltar p'ra ti.
Quando
ao fim do dia o Sol se aninha
Escondido
por traz do horizonte
Fujo
com ele até minha terra,
Na
calma da noite que se avizinha
Numa
longa e imaginária ponte
Onde
toda a minha ansiedade erra
Em
procuras àvidas e constantes,
Como
que buscando o intangível
Que
ficarão sempre no meu passado.
Deixo
lá ficar tudo como dantes
E
guardo em meu estojo, meu cinzel
Pois
nada poderá ser alterado.
Mas
não resisto e só lhe pergunto
Se
ela me deixa no seu belo rosto
Tocar,
levemente, como um menino.
A
mêdo, perto dela ,muito junto
Do
rosto, tão bonito, que dá gosto
Tudo,
naquele momento, imagino.
E
pergunto-lhe se ela ainda traz
Espalhado
no seu corpo sereno
O
gosto de mangas doces, maduras
O
cheiro do maduro ananaz
Que
eu, desejo, poderoso veneno,
Sorver,
entre tantas outras doçuras.
Depois
pergunto-lhe s' ela ainda tem
O
cheiro do grão de café torrado
Que
se estende por todo obô (1) fora
E
que tão cedinho de manhã vem
E
se queda junto a mim, ao meu lado
Mas
que, mui depressa, se vai embora.
Curioso
pergunto: inda trazes
Nessas
tuas mãos o visco da jaca?
Ainda
sabes fazer armadilhas?
Vem,
vem comigo e vê s'inda tu fazes
Uma,
com quaquer pequenina estaca.
Mostra-me
essas tuas maravilhas.
Faz
uma p'ra apanhar um ossóbó(2)
Ou
uma rôla brava, mui astuta.
A
ver s'inda sei, vou fazer uma,
Ali
perto daquele micondó(3)
Onde
ela s'aninha na cocuruta,
Antes
que ela se espante e se suma.
É
neste recordar de pequenino
Que
eu hoje, homem maduro, já feito
Volto
às minhas raízes e procuro
Nunca
deixar de ser um bom menino,
Ter
bons amigos e com muito jeito
Tê-los
sempre ao pé de mim, no futuro.
Edgar
Faustino
- Março 2011...
(1) - Mato cerrado
(2)
- Uma subespécie endemica de ave pequena. O nome provém, talves da
palavra portuguesa " assobio" e de " obó ".
(3) - Embondeiro
A propósito de Mário Soares dizer que:
" Mário Soares diz que os políticos são como o vinho e neste momento não prestam "
O Sr. Dr. Mario Soares como político é uma nódoa.
Deveria estar sentado no banco dos réus do Tribunal Internacional pelo que fez na descolonização, pelas pessoas que abandonou à sua sorte condenando-as à morte naquele território. Como politico no que aconteceu após o 25 de Abril e em todos os outros governos que liderou foi uma autentica nódoa daqueles corrosivas que corroem tudo o que existe à sua volta, veja-se em que deu este Portugal a partir daí.
As nódoas que foram aparecendo alastraram-se, enegreceram e corroeram este País.
Que moral tem este decrépito senil para vir dizer o que quer que seja dos políticos se são eles todos comensais da mesma pocilga ?
A RESTAURAÇÃO
Onde estão os Portugueses, que realizaram a maior Epopeia da Humanidade, que se lançaram pelo desconhecido em cascas de noz, que enfrentaram o Adamastor, que espalharam a Fé, que deram tantos contributos para o desenvolvimento da agricultura, comércio e industria náutica, da Astronomia ...?
Onde estão os Portugueses, Valoroso Povo, Audaz e Destemido que, " contra os canhões marchar marchar " demonstrou saber impor-se àqueles que lhes quiseram outrora dominar?
Onde estão os Portugueses, que disseram basta à dominação soberana de Espanha e restauraram a monarquia Portuguesa?
Será que tantos séculos depois esse Nobre Povo desapareceu, perdeu a coragem, a tenacidade e a bravura, que desde Viriato a Sacadura, sempre demonstrou?
Porque razão, hoje perante outras forças dominantes, uma esquerda e uma direita, totalmente divididas e de costas voltadas, e tendo um poder fortíssimo, que o direito ao voto, conquistado a 25 de Abril, lhe dá, esse Povo não conseguiu, claramente, advertir, os representantes dessas forças, que devem arrepiar caminho, editar novas politicas, de forma a evoluir o País, fortalecer a economia, desenvolver a sociedade, criar riqueza e bem-estar social?
Esta reflexão, 372 anos depois da Restauração, entristece-me, porque os meus descendentes, meus filhos, vivem no presente, a actual instabilidade económico-social, e eles mais os meus netos, já vislumbram um futuro com incertezas e dificuldades, que serão inultrapassáveis.
Revolta-me, a arrogância com que certos responsáveis, com salários mensais de dezenas de milhar de euros, vêm, nos tempos de antena que os media lhes cedem, falar com descaramento em aumentos disto e daquilo, nomeadamente de impostos, sobre os rendimentos miseráveis daqueles que mais contribuem para que, esses presidentes de administração de empresas, gestores, governadores de bancos, deputados, aufiram aqueles rendimentos, passando fome alguns e vivendo com verdadeiras artes mágicas para que o seu salário chegue para pagar a alimentação e a escola dos filhos e renda da habitação e as demais despesas, outros.
Revolta-me a ganância daqueles, que tendo tudo, vêm cada vez mais, corrompendo, traficando influências, falsificando documentação, enriquecendo de forma tão permitida pelo sistema político.
Temo a injustiça da justiça, que maniatada e manipulada pelo poder governante deixa impune os verdadeiros responsáveis pelo desemprego, pelo desaire da saúde da educação e pelas catástrofes que se têm vindo a verificar nos diversos sectores económicos.
Será que depois da Restauração da soberania em 1640, da implantação da República em 1910, do 25 de Abril de 1974, os Heróis do Mar, Nobre Povo, não conseguirão restaurar uma nova ordem, um novo sistema, que traga mais felicidade e bem-estar para todos?
O PRESENTE CONTINUA AUSENTE E LONGE QUARENTA ANOS
Quando a nossa vida, sucede-se, no dia a dia, num quase, ondular perfeito e dormente, sem sobressaltos e com raríssimas emoções, os dias tornam-se monótonos, sem qualquer vontade, de sairmos, conhecer pessoas, partilhar ideias, discutir pontos de vista, ir beber um copo, ela torna-se rotineira ,e mesmo que ao nosso lado estejam pessoas, nós sentimo-nos sozinhos. O passado, retido na nossa mente, é o companheiro que nessas ocasiões partilha connosco momentos, fragmentos de felicidade ou de tristeza que por vezes fazem-nos um esgar, que não sabemos se sorrimos ou se choramos, porque neles estão guardados todos acontecimentos que de uma forma ou de outra nós partilhamos com alguém e que nos marcaram. Momentos efémores de apontamentos, que no presente, ainda trazem rèsteas de emoções que não passam de forma indelével e ainda têm o sabor de outrora, porque na sua essência, só lhes falta a presença daqueles que os protagonizaram.
Contudo, quando de repente, o presente nos retransporta para um passado de 40 anos e nos traz as pessoas, com quem nós partilhamos, tantos momentos de felicidade, de prazer, de tristeza, de abandono, de palavras que não se disseram e que se não podem dizer agora, quando o passado nos faz ficar mais perdidos ainda, num turbilhão de emoções sem a possibilidade de partilharmos com as pessoas todos momentos que o tempo nos impediu de o fazer, quando o passado apesar de presente, continua ausente e longe 40 anos, como que a castigar-nos, por naquela altura não termos feito o que queremos fazer agora, nós, apesar de tudo, ficamos muito felizes.
A nossa vida passada que, a vida do tempo marcou, agora, já só nos permite reviver com saudade as recordações que nos deixaram doces de boca, porque como as coisas, essas recordações têm os seus comos, quês e porquês, e há que ter todo o cuidado, porque poderemos desencadear imparáveis e desmedidas emoções que poderão vir a tornar-se mais tarde, em recordações, com amargos de boca.
Rever as pessoas que comigo partilharam o passado, será uma dádiva.
Voltar a poder abraça-las, dizer-lhes que os sentimentos continuam intocados, puros como naquela altura, voltar a ouvir a melodia das suas vozes, voltar a ver o brilho dos olhos e repartir toda a excitação que o olhar mostra, será a maior recompensa, que o tempo me dará.
Este desassossego, um dia, acabará, e o sossego dos dias voltará, sereno.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

