terça-feira, 1 de maio de 2012

Neste cais...


Deste cais...



Partiu a minha barca cheia de sonhos

Livre mas sem qualquer liberdade.

Partiu para longe.

Foi para lugares mais risonhos

Abanando com tanta fragilidade.

Aos poucos, vagueando lentamente

Para lá do meu horizonte, ultrapassou.

Por ela, esperei ali, ansiosamente.

Por lá perdeu-se.

Porque nunca mais voltou.


Edgar Faustino