Deste cais...
Partiu a minha barca cheia de sonhos
Livre mas sem qualquer liberdade.
Partiu para longe.
Foi para lugares mais risonhos
Abanando com tanta fragilidade.
Aos poucos, vagueando lentamente
Para lá do meu horizonte, ultrapassou.
Por ela, esperei ali, ansiosamente.
Por lá perdeu-se.
Porque nunca mais voltou.
Edgar Faustino
